Anas

As aves do gênero Anas são da ordem dos Anseriformes da família Anatidae. No Brasil ocorrem basicamente no sul, com algumas exceções.
Caracterizam-se por ocupar ambientes aquáticas e sofrem muito, até mesmo em redução de população com a degradação desse meio.

Anas acuta - arrabio

O arrabio é um pato grande, embora apresente uma figura mais leve e esguia. A sua forma característica – pescoço comprido; bico pequeno e estreito; uma cabeça pequena de cor castanho-chocolate, com uma longa lista branca, que se estende do pescoço até ao ventre – identificam-no facilmente, tanto pousado como em voo. A fêmea, semelhante à de outros patos de superfície, apresenta pormenores – cauda mais comprida e pontiaguda; bico cinzento-escuro, curto e estreito; plumagem castanha finamente desenhada – que uma observação cuidada permite identificar entre as outras espécies.

Ocorre no Brasil em Pernambuco e na ilha de Fernando de Noronha.

Anas bahamensis - marreca-toicinho

A marreca-toicinho é facilmente reconhecível pelos lados da cabeça brancos assim como na garganta, pelo canela da cauda pontiaguda e da borda posterior da asa (tanto no macho como na fêmea) e pelo bico azul e base vermelha. Fêmea semelhante ao macho, sendo mais franzina e com a mancha vermelha do bico e o branco das bochechas menos berrante.

Habita os mangues, pequenos lagos e lagoas salinas ou salobras. Incomum em água doce.

Ocorre das Antilhas ao Chile e Argentina, no Brasil ocorre em boa parte do Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Anas cyanoptera - marreca-colorada

A marreca-colorada apresenta coloração café claro com estrias pretas. É uma ave muito rústica e resistente. Sua característica física é alterada com a idade e sexo. Mede 45 centímetros.

Ocorre na região sul do Brasil.

Anas discors - marreca-de-asa-azul

A marreca-de-asa-azul tem porte avantajado, cabeça grande, sendo a base vermelha no macho e cinza na fêmea. Cabeça e pescoço negros no macho; já as fêmeas são pardacenta-escuras. Tem habilidade de voar.

É uma espécie migratória, que se reproduz no Rio Grande do Sul.

Anas flavirostris - marreca-pardinha

A marreca-pardinha mede cerca de 41,5 cm de comprimento, possuindo o corpo pintalgado de marrom, dorso mais escuro, peito salpicado, vértice anegrado, cauda curta e bico azul-acinzentado com base amarelada.

Ocorre na região meridional da América do Sul.

Anas georgica - marreca-parda

De acordo com SICK (1997) a marreca-parda, Anas georgica Gmelin 1789 (Anatidae) ocorre desde a Terra do Fogo ao estado de São Paulo e, pelos Andes, até a Colômbia. BELTON (1994) afirma que Anas georgica é uma espécie residente comum no estado do Rio Grande do Sul (ver também BENCKE 2001) 2001) e distribui-se em lagos, açudes e banhados em todo o litoral, na maior parte da porção central e nordeste do Planalto e nos Campos de Cima da Serra. No entanto, de acordo com ANTAS et al. (1996) a população da marreca-parda passa por um período aparente de diminuição do tamanho populacional ou de redução da migração ao sul do Brasil, tornando-se necessárias ações urgentes para a identificação das causas e providências à reversão da atual situação.

Anas platalea - marreca-colhereira

A marreca-colhereira mede 53 cm de comprimento, pesando entre 500 e 600 gramas. O bico é a principal característica da espécie, largo (6 cm), alto e de coloração negra. Apresenta cabeça e pescoço claros, com coloração castanho-acanelada na parte superior das asas. O dorso, o peito e os flancos são densamente manchados de negro. A íris é branca no macho e escura na fêmea.

Vive em lagos, lagunas e estuários de água doce, bem como em estuários salobres e da costa marinha até os 3.500 m de altitude.

É uma espécie endêmica da América do Sul. Sua distribuição geográfica compreende Brasil, Paraguai, Bolívia, Chile, Uruguai e Argentina até o Estreito de Magalhães.

Anas sibilatrix - marreca-oveira

A marreca-oveira vive em lagos, lagoas, pântanos e rios de baixa correnteza. Prefere as águas profunas na maior parte do tempo. Ocupa habitats desde o nível do mar até 1.200 metros de altitude.

É espécie endêmica da América do Sul, encontrado do centro-sul da Argentina e Chile, até a Terra do Fogo. No inverno, migra em direção ao norte, alcançando Uruguai, Paraguai e sul do Brasil. Também está presente nas Ilhas Malvinas.

Anas versicolor - marreca-cricri

A marreca-cricri chega a medir até 40 cm de comprimento, com plumagem castanha, carijó, com capuz negro, flancos estriados de alvinegro e bico azul com base amarela.

Ocorre na porção meridional da América do Sul.

Referências externas